sábado, dezembro 08, 2007

Não deu bode, deu Bodas!

Nesse momento de festividade, gostaria de registrar a história de uma flor bastante significativa para esta família: chama-se Sorriso de Maria. Uma flor que lembra palmas na porta de casa, que recorda o gosto de pão na boca, que traz o sorriso de uma Maria que alimentaria seus filhos diante de tanta adversidade.

Hoje, ofereço essa flor ao meu eterno jovem militar Woston e à minha querida fada madrinha Maria como um símbolo de vitória, pois nada como uma flor que proporcionou tantos sorrisos para demonstrar que conviver é aguar todos os dias as relações que construímos, para que elas floresçam ampliando os jardins de nossas vidas.

Vocês foram fiéis jardineiros, enfrentando os mais duros sertões, construindo esse meio século de Família Mendes.

Parabéns, voinho e voinha, amo vocês!


Monique Mendes

*homenagem prestada aos meus avós em suas Bodas de Ouro (15 de setembro de 2007).


quinta-feira, dezembro 06, 2007

Máquina quase humana

A ferida está aberta no peito, e nem sei qual remédio cicatriza. Também não procurei na lista de médicos conveniados do meu plano de saúde qual deles seria o especialista. Só sei que tenho me automedicado paliativamente com possíveis e raras desventuras de um corrido e produtivo dia-a-dia. Como um ansioso escafandrista, mergulho em livros, códigos e obrigações que me consomem por inteira, não permitindo, por um segundo sequer, duvidar que sou apenas uma potente e rendosa máquina.

Desafortunadamente, tenho relances de humanidade, em que minha alma pulsa e a cabeça decodifica os sentimentos em letras seqüenciais com lógica. Uma explicação quase humana, digitadas por dedos quase mecânicos, mas proveniente de um coração, inadvertidamente, longe da pedra.

Monique Mendes

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Excentricidades

Olá Sr. Padre,

na falta de minha psicóloga, procuro o senhor para me confessar.
Essa semana estive pensando que, apesar de discordar de muitas idéias dos romanos, concordo com Ulpiano, aquele jurista, quando ele diz que os desejos humanos são ambulatórios.

Sabe, padre, percebi que em cada época de minha vida, vesti um tipo de roupa, mesmo sem acompanhar a moda. Tive hábitos diferentes, mas lógico que sempre incluindo o banho e a escova de dente. Era fissurada por determinados programas, que depois passaram a não mais fazer parte dos meus fins de semana. Varei noites conversando com pessoas, mas depois o tempo as levou para outras canoas. E o que ficou em mim, padre, se tudo é tão rápido, ansioso, volátil, se tudo passa, se tudo se esvai?

Dez segundos depois...

Deixa, padre, não quero mais saber nada sobre isso não. Nem precisa me responder, tá? Que baboseira a minha ficar pensando sobre essas coisas existenciais...Quero me confessar de outra coisa agora, e é picante!

Monique Mendes

terça-feira, novembro 20, 2007

Dias Kamata

Num janeiro de festas, apareceste de repente
Conseguindo juntar “anyway” com “oxente”
Compondo essa mistura de ingenuidade e boemia,
Com essência de poeta cult
E ares de cangaceiro de sertania.

Dentre muitas diversões,
Elucubrou sobre Zaratustra e suas ideologias
Devolveu a minha audição aos violões
Entonando as mais belas melodias

Ainda,
Filosofou sobre a naturalidade perdida
E, no mundo dos tolos,
Finalmente, senti-me compreendida.

E a compatibilidade trouxe o calor
Daqueles que alumia, conforta e contagia
E o que era apenas amizade tornou-se amor
Fazendo brilhar meus olhos mesmo quando apenas sua voz ouvia.

Monique Mendes

domingo, novembro 11, 2007

Saudações

Saudade do tempo que esse espaço era minha terapia diária, meu hobby principal, meu prazer inenarrável.

Tanto tempo sem me decifrar nessa página virtual que nem sei como começar o parágrafo inicial, como verificar a pontuação adequada ou o que dizer, afinal.

Quando vivemos infinitamente, o refletir é tão submerso que as palavras flutuam sobre teu pensamento apenas te fazendo saboreá-lo adocicada(mente) ou degluti-lo amarga(mente) sem, por vezes, querer que seja dividido com outro alguém.

Diferentemente do antes, o silêncio foi necessário, apesar de sentir falta das confidências que trocávamos, caro leitor. Mas terás a oportunidade de avistar esse tempo que nos distanciou através das novas histórias/ reflexões/segredos contados a partir de então.

E agora estou aqui, resguardando nosso contato, meio sem jeito pelo descaso de meses sem palavras. Entretanto, animada para te mostrar as fotografias, cochichar novos pensamentos íntimos e registrar, mais uma vez, tua presença nas paródias e epopéias de “meu-eu e o mundo como uma ingênua brincadeira”.

Sendo assim: Alô?


Monique Mendes